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14/04/2026 18:33 (UTC)

IRÃ GUERRA

Israel e Líbano iniciam negociações diretas em Washington para encerrar ataques

Washington, 14 abr (EFE).- Representantes de Israel e Líbano iniciaram nesta terça-feira em Washington, na presença do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negociações diretas para pôr fim aos ataques e incursões israelenses em seu vizinho do norte, que começaram após a guerra com o Irã.

O embaixador israelense nos EUA, Yechiel Leiter, e sua homóloga libanesa, Nada Hamadeh Moawad, se reuniram na sede do Departamento de Estado nas primeiras conversas diretas em mais de 30 anos, embora sem a participação do grupo xiita Hezbollah, aliado de Teerã.

Ao iniciar o encontro, Rubio qualificou a reunião de "oportunidade histórica" e afirmou que não se trata apenas de abordar um possível cessar-fogo, mas "uma solução permanente para 20 ou 30 anos de influência do Hezbollah" na região, da qual, segundo disse, têm sido vítimas tanto os israelenses quanto os libaneses.

"Todas as complexidades deste assunto não serão resolvidas nas próximas seis horas, mas podemos começar a avançar e criar o marco no qual algo possa acontecer, algo muito positivo", acrescentou o chefe da diplomacia americana.

Além de Rubio, Leiter e Hamadeh, também participam o conselheiro do Departamento de Estado, Mike Needham; o embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz; e o embaixador americano no Líbano, Michel Issa.

As conversas ocorrem após seis semanas de confrontos entre Hezbollah e Israel em território libanês, onde mais de 2 mil pessoas morreram e mais de um milhão foram deslocadas devido aos ataques e incursões israelenses desde 2 de março.

O grupo xiita lançou dezenas de foguetes e mísseis contra Israel, provocando dezenas de vítimas.

Apesar do cessar-fogo estipulado na semana passada entre EUA, Israel e Irã, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, negou-se a incluir o Líbano nesse pacto, e as hostilidades prosseguem.

Beirute, por sua vez, distanciou-se das negociações que o governo de Donald Trump e a república islâmica mantêm para pôr fim ao conflito, com o objetivo de preservar uma posição independente.

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, rejeitou ontem as conversas "sem sentido" com Israel e considerou que uma mudança de estratégia como esta requer um consenso interno prévio entre os libaneses.

As negociações podem estar fadadas ao fracasso devido às profundas divergências entre as duas delegações.

O governo libanês defende um cessar-fogo imediato que abra as portas para um diálogo mais amplo sobre segurança fronteiriça, mas Israel descarta uma pausa nas hostilidades e exige o desarmamento total do Hezbollah e a criação de uma "zona de segurança" no sul do Líbano que lhe permita controlar a faixa entre a fronteira e o rio Litani.

Um funcionário do Departamento de Estado disse à imprensa que estas negociações são realizadas devido "às ações imprudentes do Hezbollah".

"Israel está em guerra com o Hezbollah, não com o Líbano, por isso não há razão para que os dois países vizinhos não dialoguem", acrescentou.

IMAGENS FORNECIDAS PELO DEPARTAMENTO DE ESTADO. USO EDITORIAL APENAS. NÃO PARA VENDA. DISPONÍVEL APENAS PARA ILUSTRAR A NOTÍCIA QUE A ACOMPANHA (CRÉDITO OBRIGATÓRIO).

RECURSOS DA CHEGADA DOS REPRESENTANTES DE ISRAEL E DO LÍBANO.

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